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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

"Why do we let the thing we don't have affect how we feel about all the things we do have?" *

Quando conheço um homem, sei logo se me vou apaixonar por ele ou não.
Pode parecer infantil ou ingénuo, mas sei.
Se for o caso, sinto uma energia que nos une, uma excitação pueril e fico logo com vontade de estar com ele outra vez.
Foi assim desde que me lembro de me apaixonar. Ou seja no infantário, por um menino estrangeiro lourinho, de olhos azuis, que disputava com outra menina.
Com o J. esta a ser diferente. Conheci-o no final do meu anterior relacionamento, numa altura em que estavamos os dois danificados, feridos. Demo-nos muito bem. Mas nao creio ter havido empatia a nivel sentimental.
Durante o verão estivemos juntos poucas vezes, mas sempre mantendo o contacto e desde o Outono que temos estado juntos uma vez por semana. Nos últimos meses, passaram a ser duas.
Comecei a conhece-lo, a habituar-me a sua companhia e a perceber o quão parecidos somos. Tudo o que ele diz, eu sou da mesma opinião, quase que completa as minhas frases.
Já por varias vezes me mostrou que posso confiar nele e que `e um homem as direitas. Só tem um que: não parece estar minimamente interessado em mim.
Já lhe dei vários sinais e hoje convidei-o para vir jantar a minha casa. Vai ser o primeiro, desde o dito cujo, em quase 11 meses!! Isto deve significar algo, não?
O J. não me conquistou por ser bonito, por ter um corpo atlético, por ter uma recheada conta bancaria, um emprego óptimo, um cérebro genial e um cultura geral brilhante. Quando o conheci, não vi nada dessas coisas. Hoje, começo a vê-las e a sorrir quando penso nele. Ele conquistou-me por quem `e e pelo ser humano que demonstrou ser. Sem nunca ser forcado, sem nunca ser para me agradar. Sempre na dose certa.
Sinto-me um pouco como a Charlotte: que teve todos os considerados "homens de sonho", para chegar a conclusão que eram todos vazios e que não a conseguiriam fazer feliz. E acabou por ser um homem que ela nunca achou ser possível.
Não quero dar o primeiro passo, pois quero que ele esteja certo que também o quer fazer. E não vou mentir: tenho muito medo, ate porque ele `e uns anitos mais novo. Mas estou preparada, para voltar a ser feliz outra vez. E sei que ele poderá contribuir para isso.
Agora, quererá fazê-lo?

* Words of wisdom from Carrie Bradshaw