mas chamo-lhe puto, carinhosamente. Como tradução livre, do kid ou kiddo. Não tem qualquer tom pejurativo. É chamado com muito amor e ele acha piada. Retalia com um cota.
O puto aparece-me á porta de casa, para uma conversa. Que termina num até qualquer dia. Seguido do atravessar de rua, mais longo da minha vida. De umas lágrimas derramadas, já sozinha em casa, quando me apercebi que do nada, a Mel desencantou uma meia dele (quais seriam as probabilidades!!). O telefone toca. Era ele novamente. Coração bate, acelera, parece que vai sair do peito. " - Podes descer?" - pergunta Voo pelas escadas a baixo. " - Não te podia deixar ir..."- sussurra Longo beijo. Abraço apertado. 2 pares de olhos brilhantes. Dois adultos adolescentes felizes a brincar, saltitar e a trocar caricias no meio da rua, até ás 2 da manhã. E "against all odds" Scarlet e o puto, are back on! :D
A nossa relação não resistiu a todos os obstáculos. E passavam uns minutos das 22h de sexta-feira quando rompi com ele. A sua ausência é uma presença constante na minha vida. Mas as diferenças eram inconciliáveis. Especialmente com as atitudes que se seguiram... Era boa ideia, eu habituar-me á ideia de ficar sozinha, o resto da minha vida...se calhar não está nas minhas cartas.
Tivemos a nossa primeira discussão ontem, que começou por ser um arrufo e está neste momento, a pôr tudo em causa. Apercebi-me que assim que alguém falha, eu dou passos atrás e volto á linha de partida. Tal é o medo de sofrer. O que ele fez foi mínimo. Eu dei-lhe proporções gigantescas e ofendi-o. Hoje estava ele magoado e fez questão que eu entendesse, indo tomar café com um casal amigo, sem avisar, deixando-me 20 minutos á espera. Levei a mal. Não pensei que ele lidasse com os problemas com joguinhos. Estou desiludida. Gosto dele, mas neste momento não tenho vontade de lhe tocar, de o beijar, de o ter a meu lado... Não o quero perder. Mas não sei se vamos sobreviver.
Nunca me senti segura ao lado de um homem. Talvez porque nunca nenhum me tenha amado da maneira que eu queria. Faltava sempre algo, ou por um motivo ou outro deixavam-me desconfiada. Com ele, não tenho preocupações, desconfianças, medos. Ele encarrega-se de tudo, pensa em tudo para que nada nos falte, me falte. E isso faz dele um grande homem. Durante esta semana tive surpresas diárias organizadas por ele, miminhos, atenção, palavras meigas e muita dedicação. Mais uma vez, aprendi uma grande lição da vida: nos sítios mais improváveis encontramos a felicidade. E não devemos ter "pré conceitos", pois as pessoas não devem ser julgadas antes de as conhecermos, antes de lhes darmos uma hipótese. Amamos os dois da mesma maneira, com a mesma intensidade e sem freios. Não temos medo de expor sentimentos, gargalhadas e carícias. Estou feliz e acima de tudo tranquila como nunca na vida estive. E foi preciso chegar aos 30 anos, quebrar um tabú, arriscar no improvável e ser surpreendida por um miúdo de quase 23 anos, que me tem feito sentir a mulher mais amada do mundo.
O puto está empenhado em me surpreender. E confesso que até está no bom caminho! Hoje de manhã mandou sms ás 05h00 (hora que acordei) para me dar os bons dias e desejar bom trabalho e boa semana. Como não respondi logo, mandou toque, para ter a certeza que não tinha adormecido. Acho que foi a primeira vez que alguém fez isso por mim.Ainda para mais sem eu ter pedido... Ao final da tarde, tinha uma declaração de admiração pública no Facebook, que me fez corar até as orelhas! Á medida que vou arranjando para mim própria argumentos em como não lhe posso dar uma hipótese ele tem um gesto carinhoso e pufff, destroi o argumento. Foi de férias e trouxe-me uma lembrancinha...que homem faz isto? de surpresa? sem ser pedido? a alguém que não é nem ainda amiga? E porque é que ainda assim, eu continuo a pensar no outro parvalhão? E anseio por domingo para ele chegar? Ain que estou tão dividida... Um manual para eu me entender, por favor (com urgência)!
Ter que explicar a um puto giro, amoroso e que me trata como uma princesa, porque uma relação entre nós nunca resultaria e que devia procurar alguém da sua idade, é por demais difícil e complicado. Porque será que os homens que me vêm parar á mão têm sempre uma ou várias contra-indicações?