Na minha opinião, não há melhor maneira de ver o respeito que têm por nós do que quando terceiros nos desrespeitam. Passo a explicar: quando estamos na companhia de alguém querido e outro alguém (menos querido) nos desrespeita, é a ver atitude dos nossos que verificamos até que ponto gostam de nós e nos protegem. Rosnam quais ursos paternais? Riem de nós juntamente com o adversário, deixando-nos de parte, isolados e gozados? A minha mãe solta sempre as garras quando me sente ser atacada, mesmo ao mais pequeno ataque. E adoro-a por isso. Mas nos homens acho que esses instintos estão cada vez mais escondidos. Talvez porque nós tenhamos assumido um papel tão dominante e independente, mesmo em relação a eles que eles não se sentem na "obrigação" de nos defender. Mas desde quando uma coisa invalida a outra? Sei perfeitamente que sou capaz de me defender. Só como papinha de quem quero! Mas adoro ver que o meu homem se exalta quando me ofendem, que me vê com um ser sensível e indefeso e que se sente capaz de destroçar quem se cruze no meu caminho sem respeito! Sei que vi muitos filmes românticos na adolescência, mas gosto de ainda acreditar no cavalheirismo e protecção masculina. E nada me faz sentir mais amada, do que um homem pronto a partir a louça por mim!
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Questiono-me se alguma vez a tua simplicidade conseguirá compreender a complexidade da minha alma. Das minhas mil vidas vividas, das minhas feridas mal saradas e noites mal dormidas. Questiono-me se estarei a ser correcta. Se não serei um fardo demasiado pesado para carregares. Se alguma vez me conhecerás de cor. Se de olhos fechados saberás quantos sinais guardo na pele. Se saberás ler as expressões do meu rosto, as legendas dos meus olhos. Se de tão bem me quereres, já saberás o que evitar dizer, o que nunca fazer, o que gosto de ouvir, o que me faz chorar e quando dar aquele abraço. Compreenderás aí que ás vezes o que me magoa mais, nem é o problema em si, mas a maneira como ele é ignorado ou a forma como não o encaras e não o tentas resolver. Quando esse dia chegar, se por lapso me fizeres sofrer saberás que bastará um "desculpa", "gosto de ti", "não tinha intenção de te magoar" e os teus fortes braços à volta do meu vulnerável ser, para que volte para ti. Não sei se esse dia virá. O dia em que por loucura, fazes marcha atrás e de rompante me tocas à campainha só para me abraçar, só por saudade, só para dizer que me amas, só porque sim... O dia em que me agarrarás e me farás esquecer o mundo, o dia que me fizeres tua, o dia que sinta o teu coração a bater, o teu sangue a ferver, o teu pulso cerrado no meu. Antes um estalo, um abano, um grito de raiva, um murro na mesa, do que a indiferença e o sono, meu amor. Antes a chama acesa, quente e vertiginosa do que a apatia de quem nada teme. Chegará esse dia? Até lá aguardo. Com a desconfiança de quem já muito viveu e a esperança de quem ainda sonha e acredita. Pois julgo que dei todos estes passos para chegar a ti, para te encontrar, para te imortalizar. A questão é se tu já percorreste todos os caminhos para chegar a mim. Aguardo na certeza de nunca ter estado tão certa, na incerteza do futuro, na esperança do teu despertar e na ansiedade de descobrir se estas realmente comigo e até onde estás disposto a ir. Pois eu já sei responder a essa resposta: até à eternidade...
A nossa relação não resistiu a todos os obstáculos. E passavam uns minutos das 22h de sexta-feira quando rompi com ele. A sua ausência é uma presença constante na minha vida. Mas as diferenças eram inconciliáveis. Especialmente com as atitudes que se seguiram... Era boa ideia, eu habituar-me á ideia de ficar sozinha, o resto da minha vida...se calhar não está nas minhas cartas.