Mostrar mensagens com a etiqueta futuro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta futuro. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Constatações de Outono

Quando era adolescente era uma optimista. Achava que todos os meus sonhos e desejos se ia tornar realidade e que teria um papel fundamental no mundo, que de alguma forma o iria mudar ou pelo menos marcar.
À medida que fui entrando na idade adulta, com os dissabores e vicissitudes da vida, esse optimismo foi-se aos poucos evaporando. Até que com os golpes mais profundos do meu fado esse optimismo, utopia e idealismo desapareceram de vez. E a menina imparável e sorridente que vivia dentro de mim, fechou-se pessimista, numa arca, durante alguns anos.
Enquanto lá esteve, descobriu imenso, amadureceu, cresceu, valorizou-se e voltou a amar. E tal como em tempos, aos poucos perdeu as suas cores, foi assim que as ganhou de volta. Lentamente, com avanços e recuos, com muito medo com alguns contratempos, mas sempre com muita força de prosseguir.
Hoje, adulta resolvida sou realista. Já não vejo o mundo por aquelas lentes cor de rosa dos 14 anos, mas voltei a acreditar na felicidade, na bondade, na amizade e recentemente no amor.
Ás vezes, naqueles dias mais sombrios, o pessimismo mostra a sua carantonha e eu regresso àquela arca. Mas deixo uma frinchinha aberta, para alguém me poder resgatar de lá. Sim, porque agora o caminho tenebroso, não tem que ser percorrido sozinha: por vezes tenho a ajuda da menina de 14 anos, outras da de 32 e muitas vezes daqueles foram pacientemente tentando abrir a arca, tábua por tábua.
A tranquilidade na vida é um processo pessoal, uma escadaria que se sobe sozinho. Mas quando se chega ao topo, a vista e tudo o que se pode lá encontrar, vale todo o esforço.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Diz-me que sim!

Tumblr_m3kvockhjs1qdqv28o1_400_large
Quero muito abordar o assunto.
Quero muito seguir em frente.
Quero muito tentar, mesmo que não consiga.
Mas quero muito que tu também o queiras.
Quero fazê-lo contigo, acompanha-lo contigo...
Só me falta mesmo a coragem de te propor o desafio.
Porque não me dás um sinal?  Um forte que me faça encher de coragem.
Pois mesmo os heróis têm medos. E esta heroína está aterrorizada.
Quero muito. Mas tenho medo: da incerteza, da tua reacção, do nosso futuro.
Dá-me a mão, olha-me nos olhos e salta comigo!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O casamento

Casamento nunca foi palavra que me fizesse vibrar.
Nunca, nem mesmo em menina, perdia muito tempo a fantasiar com o vestido, a festa, a entrada na igreja, os convidados, o local... e com o passar dos anos, com o distanciamento da religião da minha vida, esse pensamento sofreu uma reviravolta, ficando quase esquecido.
Já a meio dos vinte apaixonei-me um rapaz americano, pai solteiro, que programou ao fim de uns meses e a milhares de kilometros de mim, casar-se comigo.
Claro que não fui indiferente ao facto e ponderei aceitar. Mas a distancia era por demais e teria de abdicar totalmente da minha família. Não era uma resposta a dar de animo leve. 
Mas felizmente não tive de chegar a isso, pois a relação não resistiu ao longo Oceano Atlântico.
Restou o anel de noivado, que guardo com muito carinho. E guardado com ele ficou novamente a ideia de casar.
É romântica? Sim.
Não é o facto de me "prender" a alguém que me assusta. Pois não tenho qualquer medo disso. Só não vejo a necessidade de um papel que ás vezes só vem prejudicar, mesmo a melhor das relações.
Com o Laranjnha (ainda se lembram dele? Esse sim, agora casado e com um filho!) o amor era louco, assim como a relação e nunca me passou sequer pela cabeça poder unir-me matrimonialmente a ele. Acabávamos de certo, os dois num hospício!!
Amava-o perdidamente. Mas tinha a perfeita noção que não éramos feitos um para o outro. E fomos o exemplo perfeito de que nem sempre o amor é suficiente.
Mas e o que acontece quando encontramos a cara metade? Aquela peça que encaixa na perfeição? Aquele homem que é companheiro, amante, irmão, o nosso melhor amigo, conselheiro? Aquela relação em que nada é forçado. Em que olhas para ele e desejas do fundo do teu coração, ter o privilégio de o fazer todos os dias para todo o sempre? Em que vês nele o pai dos teus filhos, aquele com que sempre sonhaste?
Sim, porque a vida ensinou-me que não é no óbvio, que encontramos a felicidade, Que não é no estereótipo de pessoa que criamos que está a raiz do nosso sorriso. 
Ele apareceu na minha vida do nada. Do nada entrou nela. E não voltou a sair. E não há nada que mais queira neste momento senão que nunca o faça.
E assim, romanticamente apaixonada, olhei para ele à uns dias atrás, (quando me apercebi que o sentimento tinha evoluído para algo bem mais profundo do que a paixão) e pensei que até gostava de o ter como marido.
Não pelo papel, não pela festa, não pelo apelido (que por acaso até já o tenho), mas sim, pelo orgulho que teria, em tê-lo como marido. E isso, sim acho que é amor. 
Ele é perfeito? Não, longe disso. Mas é perfeito para mim, com todas as suas imperfeições. Mas sempre com a humildade de as assumir e corrigir. É um ser humano, que julguei já nem existir. É amigo, sem esperar nada em troca. Como não poderia eu ter orgulho em tê-lo como "meu"?
Continua a não ser prioridade, o casamento. Mas agora, neste momento, depois deste sentimento lindo que a vida me ensinou e me deu o privilegio de experienciar, consigo entender o seu porquê.
É o passo seguinte quando realmente se ama alguém. 
Não é o necessário para começar uma vida a dois. Mas é mais uma forma, de amar um pouco mais.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Questiono-me se alguma vez a tua simplicidade conseguirá compreender a complexidade da minha alma. Das minhas mil vidas vividas, das minhas feridas mal saradas e noites mal dormidas.
Questiono-me se estarei a ser correcta. Se não serei um fardo demasiado pesado para carregares.
Se alguma vez me conhecerás de cor. Se de olhos fechados saberás quantos sinais guardo na pele.
Se saberás ler as expressões do meu rosto, as legendas dos meus olhos.
Se de tão bem me quereres, já saberás o que evitar dizer, o que nunca fazer, o que gosto de ouvir, o que me faz chorar e quando dar aquele abraço.
Compreenderás aí que ás vezes o que me magoa mais, nem é o problema em si, mas a maneira como ele é ignorado ou a forma como não o encaras e não o tentas resolver. 
Quando esse dia chegar, se por lapso me fizeres sofrer saberás que bastará um "desculpa", "gosto de ti", "não tinha intenção de te magoar" e os teus fortes braços à volta do meu vulnerável ser, para que volte para ti.
Não sei se esse dia virá. 
O dia em que por loucura, fazes marcha atrás e de rompante me tocas à campainha só para me abraçar, só por saudade, só para dizer que me amas, só porque sim...
O dia em que me agarrarás e me farás esquecer o mundo, o dia que me fizeres tua, o dia que sinta o teu coração a bater, o teu sangue a ferver, o teu pulso cerrado no meu.
Antes um estalo, um abano, um grito de raiva, um murro na mesa, do que a indiferença e o sono, meu amor. Antes a chama acesa, quente e vertiginosa do que a apatia de quem nada teme.
Chegará esse dia?
Até lá aguardo. Com a desconfiança de quem já muito viveu e a esperança de quem ainda sonha e acredita. Pois julgo que dei todos estes passos para chegar a ti, para te encontrar, para te imortalizar. A questão é se tu já percorreste todos os caminhos para chegar a mim.
Aguardo na certeza de nunca ter estado tão certa, na incerteza do futuro, na esperança do teu despertar e na ansiedade de descobrir se estas realmente comigo e até onde estás disposto a ir. Pois eu já sei responder a essa resposta: até à eternidade...

sábado, 16 de junho de 2012

Talvez o homem que julguei ser o da minha vida,
ainda o possa ser...
(em breve saberei)
Music-and-dance-photo_large

sábado, 30 de julho de 2011

medos

Tumblr_lm2t2tebgj1qbk13ao1_500_large
Enquanto vemos o dia nascer os dois abraços e deitados na minha cama, que foi em tempos, lar de outro amor, nascem duas grandes lutas interiores: ele não sabe o que fazer desse sentimento que está a dar sinal e já não o sentia á muito. Ela por sua vez tenta fugir dele, do sentimento, por medo que este termine como anteriormente.
Ela desliza a mão sobre o seu cabelo forte e rebelde, enquanto observa o seu corpo másculo, ele passeia com as pontas dos dedos pela branca tez dela, fazendo pequenos círculos na zona das ancas.
Já com o sol bem alto, ele deixou-a, espantado, assustado, sem saber o que fazer com aquele calor que sentia no peito e aquela vontade de berrar. Ela sentiu-se aliviada. Não por ele ter ido embora, mas porque sabe que a sua presença é perigosa, viciante e não se quer agarrar.
Duas vidas, dois percursos, dois medos, duas formas de temer o amor.
Ele segue no seu carro, a grande velocidade, cheirando-a nos seus dedos. Ela descansa, deitada na almofada por ele usada e pensando na louca noite anterior.
Não sabem como ali chegaram, não sabem para onde irão, mas por mas que tentem não podem evitar o facto de se estarem a apaixonar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Era mesmo bom...

Ai que hoje dei um passo
tão importante na minha vida.
Um passo que queria mesmo ver concretizado.
Agora só me resta aguardar
e fazer figas.
2011 promete!
: D

terça-feira, 6 de julho de 2010

O maldito calor de Julho

Escrevi este post `a umas semanas atrás. Resolvi retira-lo para não ferir susceptibilidades da pessoa em questão.

Hoje estou-me a borrifar. E como `e um bom post, aqui fica:

Hoje acordei dividida (alem de novamente entupida).
Só pode ser o parvo do calor a fazer das suas.
Sei que não o quero, que ele não foi/`e bom para mim, sei que não íamos a lado nenhum e que estamos melhor cada um para seu canto. Sei ainda que estávamos a fazer a vida um do outro miserável e que ainda bem que ele teve coragem de por um ponto final na relação (apesar de continuar a achar que podia ter sido um pouco mais homenzinho na maneira de o fazer). Sei que não houve esforço da parte dele, que não queríamos as mesmas coisas, que fui deixada para trás e o meu coração partido sem do nem piedade.
Eu sei isto tudo. Quase 4 meses permitiram-me chegar a esta conclusão.
Mas depois tenho dias assim.
Em que sinto a falta dele. Em que recebo convites para ir fazer coisas giras e só me apetece ficar deitada no sofá, a pensar no Verão passado e no quão especial foi.
Eu sei que ele também sente a minha falta. Sei que o Julho e este calor traz as mesmas memorias para os dois. A nossa diferença, a nossa grande diferença `e que eu sou coração irracional e ele `e cabeça calculista.
Durante a parte final da nossa relação, acabei com ele vezes sem conta, mas cheguei sempre a mesma conclusão: "Estou bem melhor com ele, do que sem ele. Isto `e a fase da descoberta. Melhores dias virão". E aceitava-o sempre de volta, dava-nos sempre mais uma hipótese. Durante quase 1 ano, ele deixou-me uma vez, a única vez. Nunca fraquejou, nunca se arrependeu, nunca me procurou, nunca voltou atrás na sua decisão. E talvez seja isso que ainda doí. Ter sido posta para canto, num abrir e fechar de olhos. Passar quase um ano a ouvir "amo-te", "não sei o que faria sem ti" e a acreditar, a entregar-me, a iludir-me. Para que dizem as pessoas estas coisas, se não sabem o verdadeiro significado delas?
Foi custoso, mas com o tempo, deixei de sentir o gosto do seu beijo, o toque da sua pele, o cheiro do seu cabelo, o peso do seu olhar e "habituei-me" a viver sem ele. Mas há pessoas que nos marcam para sempre, mesmo sem o merecerem. Pessoas a quem nos damos de olhos fechados, a quem confiamos a vida, de quem esperamos a vida. E ele foi isso tudo para mim. Lamento não te-lo sido para ele.
E `e assim, o Julho vai ser a montanha russa do ano, com dias bons e maus. Não podemos (nem queremos) mudar a cabeça de alguém e fazê-los ver os que estão a perder, o que estão a por de lado. Mas podemos mudar a nossa, aos poucos e tentar de novo encontrar o amor, voltar a viver o Verão de 2009, mas desta vez com alguém que nos ame de volta, que de sem medida, que olhe em frente e veja o infinito, connosco pela mão.