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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Uma semana sem ti,

"I was never one to patiently pick up broken fragments and glue them back together again and tell myself that the mended whole is as good as new. What is broken is broken--and I'd rather remember it as it was at its best than mend it and see the broken places as long as I lived." Margaret Mitchell
O dia reflecte o meu estado de espírito: tempestuoso, triste, escuro e chuvoso.
Está inconformado, como eu ainda me encontro.
E após ter passado anos, preocupada se estavas quentinho, bem agasalhado. Penso em ti hoje, num buraco de terra molhada. O meu lado racional sabe que já não sentes, que já não te afecta. Mas o meu lado emocional tinha vontade de levar uma manta e estende-la sobre a tua campa, para te trazer, de alguma forma, aconchego.
Deixaste-nos faz hoje uma semana. E a saudade é imensa. O vazio e a dor mantêm-se. Pouco mudou:continuo a chorar todos os dias, continuo apática ao mundo á minha volta, continuo a querer pegar no telefone e falar contigo. A tua camisola ainda está na minha cama, os teus objectos pessoais ainda pousados na cómoda.
Penso no teu doce olhar, ultimamente muito cansado. Na tua voz e sensatas palavras, no toque e cheiro da tua pele, em ti. E não acredito. Não sei como recomeçar, como entrar na rotina e nas conversas banais, como sorrir. Parece-me um caminho tão longo a percorrer.
Não tenho fé, nem sou crente em nenhum religião ou entidade, por isso só me resta agarrar á minha filha, ir buscar a ela as forças que preciso para sair da cama, para comer, para pelo menos...sobreviver.
Parece-me tão em vão viver, se nunca mais partilharei nada contigo.

Amo-te, paizinho.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

E depois vem a partida...

Depois das 20 longas horas de espera, seguem-se as 4, em que estamos na companhia um do outro, que passam a voar. E  depois vem a partida...a sacaninha que me deixa sempre um vazio enorme no coração, na alma e na casa.
Durante a semana, passamos de sexta á noite a segunda de manhã juntos (se houver feriados, ou se ele não trabalhar, mais ainda) e durante os restantes dias custa-me tanto a sua ausência.
Quando estou a trabalhar é mais fácil, pois tenho mais que fazer e menos tempo para sentir a sua falta. Mas nesta época baixa, em que passo tanto tempo em casa, é inevitável.
Mas acho que toda a gente que gosta é mesmo assim...sabemos que não é racional, nem saudável passarmos todo o tempo com a pessoa que amamos, mas por vontade nossa, não faríamos outra coisa. Pelo menos para mim seria assim. 
Quando estou numa relação, nunca estou com a pessoa porque é suposto estar, ou porque ele vai ficar chateado se não estiver. Quando gosto tenho vontade de o fazer!
Ainda ontem, (isto porque frequentamos o mesmo ginásio) eu estava a fazer uma aula de grupo, ele na sala de musculação e eu passei o tempo todo com borboletas no estômago, porque ele estava a metros de mim, mas eu não podia sair para o abraçar. Passei a hora toda à espera daquele momento.
Enfim, isto para dizer que o que é bom acaba rápido. E lá estou eu novamente na mesma cama, sozinha. Até já moldo o edredon em formato humano, para poder apoiar o meu braço e pensar que é ele.
Sou uma triste, eu sei...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Como se conserta um coração partido?

Há ainda muita magoa dentro de mim.

Talvez para muitos, 6 meses seja tempo suficiente para esquecer, para substituir, para refazer. Mas não para mim.
Aprendi a lidar com a ausência, com a tristeza, com a desilusão. Aprendi a lamber as feridas, em vez de as estar sempre a escarafunchar. Habituei-me a não olhar para elas, a ignora-las. Sei que estão la, especialmente quando me lembram, mas sou já capaz de viver (sobreviver) com elas.
Doeu muito. Muito para alem do que alguma vez tinha doido. Talvez porque tenha amado demais, tenha confiado e apostado demais.
Ainda não o perdoei. E duvido que tão cedo o faca. Levou grande parte de mim com ele: a minha esperança, a minha confiança cega e ingénua e muita da minha alegria e vontade de viver. Levou-me a alma e deixou a carcaça, que muitas vezes me sinto.

Antes dele, a minha casa era o meu porto seguro. Foi palco de paixões efervescentes, de um grande amor e de outras pessoas que nela entraram, tendo eu a esperança que me trouxessem aquilo que na altura me faltava. Mas todas elas saíram, deixando para trás, um grande vazio, uma solidão inimaginável e muitos fantasmas.
Nas semanas seguintes da minha ruptura com o R., a minha casa, que era em tempos o meu santuário, tornou-se no meu pior inimigo e o fantasma dele estava em todo o lado, o cheiro dele, cabelos e principalmente memorias. A minha casa viu uma paixão começar, florescer num grande amor e acabar de uma maneira muito feia. As boas e mas memorias que tinha (tenho) dele foram aqui vividas. E por isso, era para mim impossível estar cá dentro, sem sentir que a todo o momento, me espetavam farpas no coração. Deixei de comer na mesa, quando estou sozinha, `e um vazio muito grande no lado oposto. E ainda hoje, passados tantos dias e semanas, ainda não consigo ocupar o lugar dele, na cama.
Por isso, prometi a mim mesma, que depois dele,as memorias, aquelas que julgo que serão efémeras, serão feitas em solo neutro, fora de minha casa. Pois a dor que senti, não a quero nunca mais.

Sinto-me pronta para começar, a passinhos de bebe, a refazer a minha vida e quem sabe ate, a voltar a apaixonar-me. Começo já, a ver-me ao lado de outra pessoa que não ele, a pensar tocar outro corpo, que não o dele, a pensar dar o meu coração (ou o que restou dele) a outro. Mas esse alguém, vai ter de ter muita paciência, muita dedicação e muito carácter. Vai ter que me mostrar que esta la para ficar, que não me vai magoar e que vai ser forte, ate ao fim.
Pois eu estou seriamente descrente e danificada e apercebo-me disse hoje, melhor do que nunca.

segunda-feira, 29 de março de 2010






Se tudo o que nos mantém vivos `e a esperança,
quando a tiram de nos, o que nos resta?

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sem ti


Passaram 24 horas sem noticias tuas. O maior numero de horas que isso alguma vez aconteceu.

A raiva passou. E agora sinto só a tua falta...muito.