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quarta-feira, 25 de março de 2015

Dois meses passaram

e eu já me habituei a esta dor cativa em mim. 
Na minha alma, no meu coração, no meu ser.
Questiono-me se algum dia voltarei a ser 100% feliz, sem este espinho, sempre presente.
Questiono-me, se na verdade o quererei ser...
Não me sinto  completa, para ser feliz. 
E só tu faltas, meu pai.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A desmesurada dor de se ir perdendo um pai

Como nos mentalizamos que vamos ficar orfãos?
Como imaginamos os aniversários, as férias, o Natal sem um pai?
Como nos capacitamos que apartir de agora, deixamos de fazer memórias e passamos a viver delas.
Como aceitamos a sua ausência para todo o sempre? O vazia na mesa? O número de telemóvel que nunca mais será usado ou atendido?A festa que nunca mais teremos no rosto? Aquele nome carinhoso de infância, pelo qual apenas ele nos continua a chamar?
Passei a minha vida a pedir para que quando me levassem alguém, eu tivesse já a minha própria família, para me agarrar, para me obrigar a levantar de manhã. E agora que tenho uma filha, continuo sem estar preparada para deixar de o ser.
Como se despoja o armário das suas roupas? As gavetas dos seus objectos pessoais? 
Como conseguirei eu mentalizar-me que a minha filha não terá memórias suas com o avô, apenas aquelas contadas?
Quem te viu, meu pai. E quem te vê! Magrinho, amedrontado, encolhido...
Se apenas eu pudesse minimizar essa dor, esse medo. Se eu pudesse adiar ter de te perder...
Como nos mentalizamos da morte de um pai.
Não o fazemos. Não há como. Em idade alguma.
Não há como preparar o nosso coração para a infindável dor que vai sentir e que sentirá, pela vida fora...
Pode só haver uma mãe, mas pais, como tu também.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O meu milagre de Natal

E antes de sair para almoçar tive uma das melhores prendas que podia pedir: encontrei o meu brinco "perdido" da Swarovski!
Vi um tufo de cotão, junto à árvore, no sitio onde até ontem, estiveram os presente e resolvi passar-lhe a vassoura antes de sair.
E foi aí que vi algo prateado.Como sou pitosga e estava sem óculos parecia-me um enfeite de Natal, uma fita ou um fio. Peguei para deitar ao lixo e era o brinquinho!!! Nem um brilhante lhe faltava!
Fiquei radiante! Significam muito para mim!
Obrigada espírito de Natal! :D

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dia de merd@

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À pessoa que ficou com o meu cachecol preferido, esquecido no Primark e não o devolveu: espero que apanhe uma grande urticária!!
Passei a tarde a comprar coisas para os outros e a perder aquilo que é meu! Bolas!
E tem sido uma constante nos últimos meses: perdi dois aneis, um brinco, o cachecol, esqueci-me das botas no ginásio, que felizmente reavi e caiu-me outro anel pelo ralo abaixo. Mas esse já esta da posse da amiguinha M.G.
Já foram á vida umas centenas de euros! E o que mais me aborrece é que tudo o que perdi, foi oferecido por alguém muito importante. E nunca mais terei estas coisas de volta!
Confesso que a minha cabeça de alho chocho não ajuda, mas tanto azar junto?

sábado, 16 de outubro de 2010

"Remembrance of things past is not necessarily the remembrance of things as they were."

Disse Marcel Proust.

Quando olho hoje, para onde, como e com quem estava o ano passado, neste preciso dia, tenho um misto muito grande de emocoes. Mas de certo (e isso `e seguro), já não consigo ver as coisas da mesma forma.
Vejo agora, muito a frio e depois de todas as situacoes dissecadas, que vivia num mundo de fantasia. O que me fazia sentir a mulher mais feliz a face da terra. E que apesar de compartilhar essa fantasia com alguém, vivia nela sozinha.
Agora consigo ver que nesta semana, a exactamente um ano atrás, nada era tão perfeito como parecia. De certo,o sol do México, toldou-me a visão.
Duas pessoas extremamente opostas, podem fazer uma relação resultar. Mas `e preciso haver muita maturidade, flexibilidade e forca de vontade de ambas as partes.
Quando olho para trás, sinto uma imensa frustração. E fico revoltada comigo mesma, por ter deixado, que em nome do amor, me tivessem tratado de maneira tão fria.
Lembro-me de entre vários, um episódio que me magoou muito e mostrou bem o carácter da pessoa com quem estava e que tanto amei: numa das excursões as civilizacoes Maya que fizemos, havia a possibilidade de fazermos o tour de bicicleta, ou numa charretezita, conduzida por um mexicano (por mais meia dúzia de pesos). Eu já não andava de bicicleta, a 15 anos e para não fazer figura de parva, pedi-lhe para ir comigo na charrete. Ao que ele se negou. Expliquei-lhe o porque, que já nem devia saber andar, que tinha vergonha, bla, bla, bla. Nada adiantou, porque o menino queria andar a todo o custo de bicicleta, como se não o pudesse fazer cá. La chegamos, parte foi para as bicicletas, alguns homens acompanharam as meninas que queriam ir nas charretes e eu fiquei sozinha, pois não tinha par para ir comigo, visto que eram preciso dois para a charrete. Nem assim, vendo-me sozinha e humilhada, ele desceu do seu cavalo branco (neste caso, da sua bicicleta azul), para se juntar a mim. Foi sem duvida, um dos momentos mais tristes e humilhantes da minha vida.
Mesmo assim, no dia seguinte, la estava eu, a preparar-lhe uma festa aniversário surpresa, a encomendar um bolinho, a comprar um postal, as escondidas para lhe escrever, para lhe dar juntamente com o bilhete para o concerto da sua banda favorita.
Como pude eu deixar as coisas chegarem a este ponto? E este exemplo `e muitooo pequenino, comparado com outros que vos podia dar. Mas isto foi só mesmo um desabafo, porque hoje `e um dia complicado.
Estou sozinha a mais de meio ano. E quando digo sozinha, digo mesmo. Nada de casos ou aventuras pelo meio. E para já não me consigo ver entregar de forma alguma, a ninguém. Perdi toda a confiança que tinha nas pessoas. Ainda não estou preparada!
Penso nele todos os dias, mas não sinto a falta dele. Sinto sim, falta do que me fez sentir. Acreditando contudo, que alguém um dia, o superara!
Hoje tenho um jantar a dois, seguido de um aniversário. E vou festejar! Estou viva, sou saudável, inteligente, gira, tenho uma família que me adora, e sei que mais cedo ou mais tarde, conseguirei voltar a amar. Não interessa quando. Lido bem com a vida sozinha. Só peco que quando isso aconteça, esteja bem longe do México, para o sol não me poder toldar novamente a visão.

Bom Sábado para todos!Passem-no com quem vos ama!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Como se conserta um coração partido?

Há ainda muita magoa dentro de mim.

Talvez para muitos, 6 meses seja tempo suficiente para esquecer, para substituir, para refazer. Mas não para mim.
Aprendi a lidar com a ausência, com a tristeza, com a desilusão. Aprendi a lamber as feridas, em vez de as estar sempre a escarafunchar. Habituei-me a não olhar para elas, a ignora-las. Sei que estão la, especialmente quando me lembram, mas sou já capaz de viver (sobreviver) com elas.
Doeu muito. Muito para alem do que alguma vez tinha doido. Talvez porque tenha amado demais, tenha confiado e apostado demais.
Ainda não o perdoei. E duvido que tão cedo o faca. Levou grande parte de mim com ele: a minha esperança, a minha confiança cega e ingénua e muita da minha alegria e vontade de viver. Levou-me a alma e deixou a carcaça, que muitas vezes me sinto.

Antes dele, a minha casa era o meu porto seguro. Foi palco de paixões efervescentes, de um grande amor e de outras pessoas que nela entraram, tendo eu a esperança que me trouxessem aquilo que na altura me faltava. Mas todas elas saíram, deixando para trás, um grande vazio, uma solidão inimaginável e muitos fantasmas.
Nas semanas seguintes da minha ruptura com o R., a minha casa, que era em tempos o meu santuário, tornou-se no meu pior inimigo e o fantasma dele estava em todo o lado, o cheiro dele, cabelos e principalmente memorias. A minha casa viu uma paixão começar, florescer num grande amor e acabar de uma maneira muito feia. As boas e mas memorias que tinha (tenho) dele foram aqui vividas. E por isso, era para mim impossível estar cá dentro, sem sentir que a todo o momento, me espetavam farpas no coração. Deixei de comer na mesa, quando estou sozinha, `e um vazio muito grande no lado oposto. E ainda hoje, passados tantos dias e semanas, ainda não consigo ocupar o lugar dele, na cama.
Por isso, prometi a mim mesma, que depois dele,as memorias, aquelas que julgo que serão efémeras, serão feitas em solo neutro, fora de minha casa. Pois a dor que senti, não a quero nunca mais.

Sinto-me pronta para começar, a passinhos de bebe, a refazer a minha vida e quem sabe ate, a voltar a apaixonar-me. Começo já, a ver-me ao lado de outra pessoa que não ele, a pensar tocar outro corpo, que não o dele, a pensar dar o meu coração (ou o que restou dele) a outro. Mas esse alguém, vai ter de ter muita paciência, muita dedicação e muito carácter. Vai ter que me mostrar que esta la para ficar, que não me vai magoar e que vai ser forte, ate ao fim.
Pois eu estou seriamente descrente e danificada e apercebo-me disse hoje, melhor do que nunca.

domingo, 5 de setembro de 2010

domingo, 18 de julho de 2010

Pois digo-vos uma coisa...

Vou contrariar o post anterior e hoje,
vou usar este vestido,aquele que mais ligo a ele, para ir jantar:
Usei-o na festa que fiz para o apresentar oficialmente aos meus amigos.
E decidi que vou fazer o que ele fez, as nossas recordacoes: cagar para elas!
Vou pegar em todas as memorias, todos os sítios, todas as recordacoes, todas as roupas e pensamentos e torna-los muito melhores.
Porque vendo tudo a frio, o que tivemos, nem foi assim tão bom.
Eu estava sim, muito apaixonada e isso toldou-me a visão para todos os sinais,
que ele foi dando.

E já nem me custou muito ir aos antigos ficheiros e procurar esta foto,
tendo de passar por todos as outras.
Já não sinto amor, nem carinho, quando olho para ele.
Sinto indiferença, desprezo e uma tristeza enorme por ter sido usada e enganada
e subsituida, como uma pilha gasta.
Sinto raiva, muita raiva, porque no meio de toda a experiência de vida,
deixei-me levar por um catraio.
Mas `e isso que resta do que achei que ia ser a historia de amor da minha vida.

Por isso, amiguinhas/os vou sair a rua e dar nova vida ao vestido.
Posso não ir com a "substituição" pelo braço, mas vou com a minha dignidade, que já `e algo que muitos não podem fazer!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Amar

Não sei amar sem sonhar. Sem pensar no amanha, no futuro.
Não sei amar com restricoes, com condicionantes.
Não sei amar só com a cabeça. Preciso do corpo, da alma, do coração.
Não sei amar sem me iludir, sem acreditar.
Não sei amar sem (me) dar, sem me entregar cegamente.
Não sei amar sem sofrer, sem lágrimas, sem ansiedades.
Não sei amar sem certezas, quando amo estou certa.
Não sei amar sem surpresas, sem altruismos, sem romantismos.

Mas sei eu amar? Neste mundo? Neste século? Esta gente?
Cada vez mais acho que não. Talvez tal como tudo, o conceito de amor tenha mudado e eu permaneci com esta visão idílica, de um sentimento ultrapassado.
Mas só sei amar assim. E vou voltar ao que acreditava a uns anos atrás: que posso ate permanecer eternamente sozinha, mas recuso converter-me a visão egoísta, descartavel,mentirosa e efémera do sentimento nobre, a que hoje em dia chamam Amor.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

# 8 Goin' down memory lane

Hoje o meu vídeo escolhido, `e dos The Calling, com uma canção chamada "Could it be any harder", sobre perda.
E nesta sexta-feira a noite, `e assim que me sinto...



Like sand on my feet
The smell of sweet perfume
You stick to me forever baby
I wish you didn't go,
I wish you didn't go,
I wish you didn't go away
To touch you again,
With life in your hands.
It couldn't be any harder.. harder.. harder