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sexta-feira, 20 de março de 2015

Saudade, meu pai


Day 8 Saddest Moment: There are a lot of sad Disney moments but this one just always makes me cry:(

Ontem desliguei-me do mundo. Das pessoas, das ruas, dos media e principalmente das redes sociais.
Não por inveja. Entendo como inveja o nosso desejo que os outros não tenham algo. Não é isso que sinto. Simplesmente também mo queria muito, para mim.
Sempre festejamos o dia do pai, com pompa e circunstância. Escolhíamos com antecedência a prenda a dar e ao jantar reuniamo-nos. A minha mãe fazia uma refeição especial e partilhávamos amor e gargalhadas.
O meu pai era curioso com os presentes e abria-os com gosto. Tal e qual uma criança. Até os tínhamos de esconder dele. E nós adorávamos vê-los assim, vaidoso e contente, entre aqueles que amava e para os quais viveu.

Ontem recordei-o com muito carinho e orgulho. Porque apesar de o ter tido apenas por quase 34 anos, soube o que era ter um PAI.Não um qualquer, um amigo preocupado e sempre presente.
Claro, que quanto melhor é a pessoa, quanto mais a amamos e quanto melhor nos trata, mais sentimos a sua falta. E foi isso que aconteceu ontem. Muita saudade, um vazio enorme. Um imaginar os filhos a poderem abraçar os seus pais e dizerem que os amam. E eu ter de ir deixar um postal, numa pedra fria de granito polido.

Porque tudo o que sou é graças a ti. Mas sem ti, nada sou.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Amanhã faço anos. E pela primeira vez, desde que me lembro não os quero nem fazer, nem festejar.
Não porque já pesam ou não me sinta com 34. Mas porque sei que nunca me irei sentir tão feliz, tão completa, como no ano passado.
Não só tinha toda a família que sempre conheci, unida, em minha casa. Mas como tinha a minha filha de meses, o fantástico homem que amo, com quem a fiz e a minha nova família, os meus sogros.
Estava feliz. A ouvir as suas vozes em uníssono, a partilhar as suas gargalhadas, a oferecer-lhes a comida com tanto amor cozinhada para eles.
Este ano, tenho lágrimas e uma família fracturada, desmembrada, á qual foi tirada o coração, sem dó nem piedade.
Não quero canções, não quero brindes, não quero aquele lugar vazio á mesa.
Porque o que me tornaria completa novamente eu não posso ter...
Aproveitem por isso, enquanto têm quem amam ao vosso lado. Pois só assim a vida vale a pena ser celebrada.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

O tempo não cura a ausência, não atenua a saudade, não apresenta o conformismo.
A tua partida continua sem fazer sentido da minha cabeça e o meu coração continua lacerado, pela falta da tua presença, da tua amizade.
Onde estarás? O que farás? Vens-nos ver?
Desde que partiste, por vezes quando estou só sinto-te lá e quase ouço o teu doce sussurro. Travo diálogos na minha cabeça contigo e quase te faço um diário, em conversa.
Ouves-me? Sentes o meu amor ainda  e para sempre latente?
Gostava que estivesses perdido, para te poder procurar. Gostava que estivesses apenas de férias, para poderes voltar. Mas não, estás morto...morto (repito para me capacitar) e nada vai mudar isso. Não é um estado temporário, como a varicela, uma paixão ardente ou soluços. Partiste para sempre, estas morto, deixaste-nos e nada vai mudar isso.
E o nada, o nunca, o jamais são palavras tão duras, tão eternas, tão incontornáveis.
Se houvesse uma solução, uma maneira...
O que eu não dava para te abraçar, para me despedir correctamente, para te ouvir e sentir uma última vez.

Amo-te muito, meu rei.
E lembrar-me-ei de ti sempre com a dignidade que nunca perdeste.

A tua filha
(ou o que resta dela)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Uma semana sem ti,

"I was never one to patiently pick up broken fragments and glue them back together again and tell myself that the mended whole is as good as new. What is broken is broken--and I'd rather remember it as it was at its best than mend it and see the broken places as long as I lived." Margaret Mitchell
O dia reflecte o meu estado de espírito: tempestuoso, triste, escuro e chuvoso.
Está inconformado, como eu ainda me encontro.
E após ter passado anos, preocupada se estavas quentinho, bem agasalhado. Penso em ti hoje, num buraco de terra molhada. O meu lado racional sabe que já não sentes, que já não te afecta. Mas o meu lado emocional tinha vontade de levar uma manta e estende-la sobre a tua campa, para te trazer, de alguma forma, aconchego.
Deixaste-nos faz hoje uma semana. E a saudade é imensa. O vazio e a dor mantêm-se. Pouco mudou:continuo a chorar todos os dias, continuo apática ao mundo á minha volta, continuo a querer pegar no telefone e falar contigo. A tua camisola ainda está na minha cama, os teus objectos pessoais ainda pousados na cómoda.
Penso no teu doce olhar, ultimamente muito cansado. Na tua voz e sensatas palavras, no toque e cheiro da tua pele, em ti. E não acredito. Não sei como recomeçar, como entrar na rotina e nas conversas banais, como sorrir. Parece-me um caminho tão longo a percorrer.
Não tenho fé, nem sou crente em nenhum religião ou entidade, por isso só me resta agarrar á minha filha, ir buscar a ela as forças que preciso para sair da cama, para comer, para pelo menos...sobreviver.
Parece-me tão em vão viver, se nunca mais partilharei nada contigo.

Amo-te, paizinho.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Depois da perda

Não invejo a felicidade dos outros. Nem as suas gargalhadas me incomodam. Mas não quero sair, ainda não estou pronta. Fico no meu buraquinho seguro, e cheiro mais uma vez a tua camisola. Encho os pulmões com o teu aroma. E tu ficas lá, concentrado no meu peito. Contenho a respiração, pois não te quero deixar sair. Mas sem grandes forças, solto o ar.
Olho em volta, á procura de algo teu: o relógio barato que pediste e só o pudeste usar naquele quarto de hospital, o livro que te ofereci no Natal, que só conseguiste ler até á 26ª página e a tua carteira, magrinha. Que contém apenas meia dúzia de cartões, dinheiro e uns recibos.
Baixo o olhar e sinto os olhos a ficarem húmidos.
Quero ligar-te. Mas o teu número já não existe. A única maneira de ouvir a tua voz é naquelas cassetes VHS, cheias de pó das férias e festas, dos anos 90. E essas vi-as ontem, já não trazem nada de novo.
Quero absorver-te, ler-te, olhar para o teu rosto, sem lembrar o sofrimento da partida. De uma partida sem regresso, sem retorno a casa.
Já li e reli várias vezes as tuas sms, vi as fotos tuas que o telemóvel guarda, as dos albuns e molduras da casa.
Nada me consola, nada me traz paz. 
Fecho os olhos e relembro o toque da tua pele fina, morna e massilenta, já naquela cama de hospital.
Que saudades, meu pai.
Que dor que me rasga o peito e me leva a alma!
Sei que foste a saber que eras amado. Sei que te disse sempre que pude. Mas quem me dera fazê-lo mais uma vez. Olhar nos teus olhos e vê-los a olharem para mim.
Não consigo largar. Não consigo aceitar que te perdi. E não sei como vou arranjar forças para voltar a ser feliz outra vez.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A desmesurada dor de se ir perdendo um pai

Como nos mentalizamos que vamos ficar orfãos?
Como imaginamos os aniversários, as férias, o Natal sem um pai?
Como nos capacitamos que apartir de agora, deixamos de fazer memórias e passamos a viver delas.
Como aceitamos a sua ausência para todo o sempre? O vazia na mesa? O número de telemóvel que nunca mais será usado ou atendido?A festa que nunca mais teremos no rosto? Aquele nome carinhoso de infância, pelo qual apenas ele nos continua a chamar?
Passei a minha vida a pedir para que quando me levassem alguém, eu tivesse já a minha própria família, para me agarrar, para me obrigar a levantar de manhã. E agora que tenho uma filha, continuo sem estar preparada para deixar de o ser.
Como se despoja o armário das suas roupas? As gavetas dos seus objectos pessoais? 
Como conseguirei eu mentalizar-me que a minha filha não terá memórias suas com o avô, apenas aquelas contadas?
Quem te viu, meu pai. E quem te vê! Magrinho, amedrontado, encolhido...
Se apenas eu pudesse minimizar essa dor, esse medo. Se eu pudesse adiar ter de te perder...
Como nos mentalizamos da morte de um pai.
Não o fazemos. Não há como. Em idade alguma.
Não há como preparar o nosso coração para a infindável dor que vai sentir e que sentirá, pela vida fora...
Pode só haver uma mãe, mas pais, como tu também.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

 O namorado foi de manhã para Lisboa.
E apesar de chegar ainda hoje, 
incomoda-me saber que estamos a centenas de Km. de distancia.
Sinto o coração pequenino de o ter longe.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

E depois vem a partida...

Depois das 20 longas horas de espera, seguem-se as 4, em que estamos na companhia um do outro, que passam a voar. E  depois vem a partida...a sacaninha que me deixa sempre um vazio enorme no coração, na alma e na casa.
Durante a semana, passamos de sexta á noite a segunda de manhã juntos (se houver feriados, ou se ele não trabalhar, mais ainda) e durante os restantes dias custa-me tanto a sua ausência.
Quando estou a trabalhar é mais fácil, pois tenho mais que fazer e menos tempo para sentir a sua falta. Mas nesta época baixa, em que passo tanto tempo em casa, é inevitável.
Mas acho que toda a gente que gosta é mesmo assim...sabemos que não é racional, nem saudável passarmos todo o tempo com a pessoa que amamos, mas por vontade nossa, não faríamos outra coisa. Pelo menos para mim seria assim. 
Quando estou numa relação, nunca estou com a pessoa porque é suposto estar, ou porque ele vai ficar chateado se não estiver. Quando gosto tenho vontade de o fazer!
Ainda ontem, (isto porque frequentamos o mesmo ginásio) eu estava a fazer uma aula de grupo, ele na sala de musculação e eu passei o tempo todo com borboletas no estômago, porque ele estava a metros de mim, mas eu não podia sair para o abraçar. Passei a hora toda à espera daquele momento.
Enfim, isto para dizer que o que é bom acaba rápido. E lá estou eu novamente na mesma cama, sozinha. Até já moldo o edredon em formato humano, para poder apoiar o meu braço e pensar que é ele.
Sou uma triste, eu sei...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Os sentimentos de um pilar

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Deixei de ir ás aulas Peso Vital de grupo.
E nem é só para não o ver. É para não ver todos aqueles que de uma forma ou outra contribuíram para a nossa separação. Todos aqueles que não pensaram em mim, no quanto me podia sentir humilhada e desrespeitada pelas atitudes por ele tidas.
Não aguento muito ter de elogiar e pactuar com pessoas com as quais não me identifico, das quais não gosto e as quais não compreendo.Umas sempre deprimidas que têm que postar no facebook que estão felizes para receber meia dúzia de comentários a tal façanha. Outras recém-divorciadas e esfomeadas, a tentar agarrar e tirar fotos com tudo o que é PT...a serio, a paciência é pouca!
E se no passado estava com estas pessoas por ele, agora não tenho qualquer razão para o fazer.
O ginásio, que em tempos era o meu santuário, deixou de o ser. Está e estará (pelo menos por uns tempos) ligado a ele. E estar lá incomoda-me. A treinar e sempre a olhar por cima do ombro, na probabilidade de o ver. Ou mesmo numa sala diferente, saber que se quisesse, ele estava alcançável, a uns metros de distância e que se um dos dois ousasse, a vida poderia mudar (para melhor ou pior).
Não sou de esquecer rapidamente. Não sei ignorar quem em tempos me foi querido e a única força motora que muitas vezes tenho é a raiva. Quando o tempo vai passando e ela se começa a esgotar, eu começo a fraquejar, começo a esquecer o mau e a relembrar apenas o bom. E aí entra a saudade...
Uma vez ele disse-me que no dia que acabássemos, eu passaria a ser um "pilar". Sei que isso não é verdade, já tive provas, mas na altura magoou-me muito.
Eu não sei ser assim. E apesar de saber que ele não é de todo a pessoa certa para mim, nem sequer com muito esforço de ambas as parte, a sua presença ainda me incomoda...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O que é bom, acaba rápido!

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Bolas, esperei meses a fio pela nova temporada
e já é hoje que vou ver o final!
Não é justo umas series terem tantos episódios
 e outras tão pouco! :(
Pessoal de Bon Temps, já sinto a vossa falta...

sábado, 26 de março de 2011

Aquela sensação de não conseguir respirar fundo...

Ontem achei que o mundo ia desabar sobre mim...
Fui desrespeitada por uma colega, perdi pela segunda vez uma grande oportunidade profissional (já tinha compromisso anterior com outra), apanhei um grande susto, andei kilometros (ainda que toda dorida do treino de quinta) e tudo me trazia o meu ex de volta.
Tudo isto coberto por uma grande e deliciosa camada de SPM.
Chorei, apeteceu-me fugir, apeteceu-me ligar ao dito cujo, correu ate desmaiar, enfim!
Hoje estou um pouco melhor. Ainda não a 100%, mas melhor.
Não fui ás aulas, porque não me consegui levantar da cama. Não tinha vontade, interessa, forças...
Só me apetece estar isolada e não falar com ninguém.
Não sei como o dia vai correr, mas vou-me enfiar na banheira e tentar vivê-lo, pois sei que piores dias espreitam ao virar da esquina!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

sábado, 4 de dezembro de 2010

'Cause She's a Star

Hoje a noite, quando vieres cá a zona, eu não estarei!
Vais regressar ao sitio que nos viu nascer, crescer e morrer. Ouvir musicas, que em tempos ouvimos. De certo com outra mão entrelaçada na tua.
Vais pensar em mim? Recordar-me? Entrar na minha rua e olhar para a minha varanda?
Não vais. Mas pouco importa, pois eu: Não estarei la!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O amor `e subjectivo, o tempo relativo...

Sou bombardeada por situacoes que "me levam a ele" todos os dias.
Mas talvez toda a gente passe por isso, quando tenta esquecer alguém. E basta ver algo que me lembre dele, para a noite, isso se reflectir nos meus sonhos. O que tem sido uma constante.
Ontem vi o nome dele num jornalista da Sport Tv. Calhei de olhar quando ele apareceu, assim como o nome. E uma segunda vez, no final do programa, quando passou em roda pé.
Azar, talvez?
Já nem vou falar de todas as vezes por dia, que ligo a radio ou entro numa loja e ouço aquelas musicas, aquela meia dúzia de musicas especificas que ouvíamos enquanto construiamos a nossa relação. e quando vêem umas atrás de outras?
Mas querem ouvir pior?
Ao concorrer aos passatempos de cinema (aqueles que nunca ganho), la estava o nome dele como vencedor. Desta vez, não era um nome igual. Era mesmo o dele.
Um dia destes com a minha mãe, numa loja de roupa de homem, víamos cores de camisolas de la, para oferecer ao meu pai, no Natal.
" - Continuo a gostar muito desta cor." - Disse eu referindo-me a um verde forte, cor igual a uma camisola que lhe ofereci no Natal passado.
" - Essa, alguém la em casa tem uma."
" - Não `e alguém la em casa!" - Exclamei eu
" - Não? Então?"
Ao que eu respondi com um breve silencio.
" - Ahhh! - Exclamou ela lembrando-se - Oh, o que queres esqueço-me!"
" - Pois, - respondi baixinho - mas eu não..."
E o grande problema `e que mesmo tentando a todo o custo, há sempre algo que não me deixa, que me empurra vezes e vezes sem conta para os braços da lembrança.
Essa dita camisola, desta vez igualzinha, da mesma marca e tudo, apareceu vestida num funcionário de uma livraria, com que tive de estar uns bons 10 minutos a procura de um livro.
Mas serão as coincidencias que me fazem lembrar dele? Ou o facto de não o ter esquecido (ou o que passamos juntos), que me faz aperceber da coincidencias?
Não sei.
Mas conversava com uma amiga a uns dias, que já não via a algum tempo, que me perguntava que se tinha ultrapassado tudo, se já estava noutra.
"- Já aprendi a lidar com a traição, com a ausência, com a falta de consideração. Com o coração partido e com os sonhos desfeitos..."
" - Mas ainda não o esqueceste?"
" - Acho que não o aceitava de braços abertos. Mas acho que todos erramos, amadurecemos e apercebemo-nos dos nossos erros. Se ele tivesse chegado a conclusão que acabarmos foi um erro, se tivesse disposto a mudar...sim, ponderaria aceita-lo de volta!"
"- Ainda? Já passaram que, mais de 6 meses?" - Foi a pergunta dela
" - Sim. Quando disse que ele era para a vida, não estava enganada, nem a brincar. Sei bem o que sinto quando amo alguém."
E o que se faz quando se perde a pessoa que julgávamos para a vida? O que se faz quando nos partem o coração os pedacinhos, sem nunca mostrar a cara? O que se faz quando nos destroem todos os sonhos e esperanças, quando víamos já a vida encaminhada? O que se faz quando ouvimos dia após dia que somos amadas, que estamos ambos no mesmo barco e um dia de manha, ele se apercebe que afinal não `e bem assim?
Caímos num buraco que achamos não ter fim. Um buraco encarado com leviandade pelas pessoas que não sofrem de amor. Mas para vocês, que me compreendem: `e um buraco que nos come vivos, do qual estamos sozinhos e achamos que nunca vamos sair.
E meu menino: pode fisicamente nunca se morrer de amor. Mas pode ferir-nos de tal forma, que nos retira toda a capacidade de sonhar, de amar, de sorrir, de viver. E se isso não `e morrer não sei o que será!

sábado, 4 de setembro de 2010

Aquela que deixei para trás

Dava tudo para ter acordado em Londres hoje.
Para ter estado uma manha de Outono fresca, mas ainda não fria.
Para ter comprado um café com leite, quentinho e para o ter bebido aos poucos e com muita dificuldade, enquanto me encaminhava para o metro.
Para ter saído na estacao de Marble Arch e para ter respirado o ar, que respirei todos os dias durante um ano.
Para ter subido Oxfordo Street, descido Regent Street e para ter encarado de frente Picaddilly Circus.
Para ter ido a um pub qualquer no Soho durante a Happy Hour, rever todos os amigos, que la fiz e em quem tanto penso.
O que seria feito de mim, se tivesse por la ficado? Que voltas teria a minha vida dado? Estaria apaixonada? Feliz? Com saudades de casa? Provavelmente...
Sinto falta de Londres todos os dias da minha vida, desde que de la sai. Foi quase como deixar para trás, um grande amor, no pico da paixão. Mas era um amor agridoce e eu optei pela serenidade.
Esta quase a fazer um ano, que la estive pela ultima vez, em lazer. E quase que choro, se pensar que ainda não tenho viagem comprada para la voltar.
Há cidades, que mesmo não sendo nossas, nos adoptam, que se entranham na nossa pele, no nosso sangue, na nossa alma e não nos libertam. Sentimos o seu fervilhar, o palpitar do seu coração, mesmo de longe e sabemos que apesar de separadas, estaremos sempre ligadas.
Tenho quase a certeza, que será la, que acabarei os meus dias. Que quando perder aqueles que me unem a esta cidade minha, onde estou agora e que tanto amo, será para a minha cidade amante, que voltarei, para novamente um dia reencontrar a felicidade perdida.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Here i go again on my own...

Como já devem ter reparado sou muito "apegada" as pessoas, sinto muito a sua falta e sou péssima nas despedidas (só para que saibam: no primeiro circuito que fiz de uma semana, com um grupo, no jantar de despedida, chorei!!Conseguem imaginar, um guia, que esta em trabalho chorar, por este acabar? Ate fotos me tiraram!).
Mas sou assim com "coisas", também.
Sofro horrores por deixar a minha caminha, a minha casa e todos os meus rituais. Sou muito flexível e adapto-me facilmente, mas não deixa nunca, de me custar.
Por isso, acabei agora de fazer a mala e já estou a choramingar por dentro. E a pensar que agora, só dia 21 de Agosto vou ter tempo, para poder sossegar em casa e voltar ao "rame rame" usual.
Já para não falar na minha cadela. Deixei-a nos meus avós a tarde, para ir sair e tinha a intenção de a ir buscar ao final do dia, para jantar comigo e por volta das 21h ia entrega-la. Mas deixei-a la ficar e nem apareci mais, só para não ter de me despedir, só para não ter de ver aqueles olhinhos triste a verem-me partir. Doí demais!

Sou uma mariquinhas, `e o que `e!

Por isso amiguinhos/as, vou jantar e tentar dormir. Que amanha, apanho o comboio, as 5h47 rumo ao Algarve, para uns dias de relaxe, antes de começar o trabalho a serio.
Vou tentar dar noticias, mas sem promessas, não sei como esta aquilo servido de Internet. Caso contrario, falamo-nos de hoje a oito! ;)

Aproveitei o calor e divirtam-se. Que a vida `e curta e não da para tristezas!
Ahhh e claro, também já estou cheia de saudades vossas e deste meu cantinho!
****

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"Homeless" - Leona Lewis

Waiting here
For you to call me
For you to tell me
That everything's a big mistake

Waiting here
In this rainfall
Feeling so small
This dream was not suppose to break

I'm so sorry now
For the pain I caused you
Wont you please forgive
Please

But you don't love me anymore
You don't want me anymore
There's a sign on your door
No vacancy, just emptiness
Without your love
I'm homeless

In this cold
I'm walking aimless
Feeling helpless
Without a shelter from the storm

In my heart
I miss you so much
I'm missing your touch
And the bed that used to be so warm

I'm so sorry now
For the pain I caused you
Wont you please forgive
Please


But you don't love me anymore
You don't want me anymore
There's a sign on your door
No vacancy, just emptiness
Without your love
I'm homeless