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quarta-feira, 25 de março de 2015

Dois meses passaram

e eu já me habituei a esta dor cativa em mim. 
Na minha alma, no meu coração, no meu ser.
Questiono-me se algum dia voltarei a ser 100% feliz, sem este espinho, sempre presente.
Questiono-me, se na verdade o quererei ser...
Não me sinto  completa, para ser feliz. 
E só tu faltas, meu pai.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Amanhã faço anos. E pela primeira vez, desde que me lembro não os quero nem fazer, nem festejar.
Não porque já pesam ou não me sinta com 34. Mas porque sei que nunca me irei sentir tão feliz, tão completa, como no ano passado.
Não só tinha toda a família que sempre conheci, unida, em minha casa. Mas como tinha a minha filha de meses, o fantástico homem que amo, com quem a fiz e a minha nova família, os meus sogros.
Estava feliz. A ouvir as suas vozes em uníssono, a partilhar as suas gargalhadas, a oferecer-lhes a comida com tanto amor cozinhada para eles.
Este ano, tenho lágrimas e uma família fracturada, desmembrada, á qual foi tirada o coração, sem dó nem piedade.
Não quero canções, não quero brindes, não quero aquele lugar vazio á mesa.
Porque o que me tornaria completa novamente eu não posso ter...
Aproveitem por isso, enquanto têm quem amam ao vosso lado. Pois só assim a vida vale a pena ser celebrada.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Uma semana sem ti,

"I was never one to patiently pick up broken fragments and glue them back together again and tell myself that the mended whole is as good as new. What is broken is broken--and I'd rather remember it as it was at its best than mend it and see the broken places as long as I lived." Margaret Mitchell
O dia reflecte o meu estado de espírito: tempestuoso, triste, escuro e chuvoso.
Está inconformado, como eu ainda me encontro.
E após ter passado anos, preocupada se estavas quentinho, bem agasalhado. Penso em ti hoje, num buraco de terra molhada. O meu lado racional sabe que já não sentes, que já não te afecta. Mas o meu lado emocional tinha vontade de levar uma manta e estende-la sobre a tua campa, para te trazer, de alguma forma, aconchego.
Deixaste-nos faz hoje uma semana. E a saudade é imensa. O vazio e a dor mantêm-se. Pouco mudou:continuo a chorar todos os dias, continuo apática ao mundo á minha volta, continuo a querer pegar no telefone e falar contigo. A tua camisola ainda está na minha cama, os teus objectos pessoais ainda pousados na cómoda.
Penso no teu doce olhar, ultimamente muito cansado. Na tua voz e sensatas palavras, no toque e cheiro da tua pele, em ti. E não acredito. Não sei como recomeçar, como entrar na rotina e nas conversas banais, como sorrir. Parece-me um caminho tão longo a percorrer.
Não tenho fé, nem sou crente em nenhum religião ou entidade, por isso só me resta agarrar á minha filha, ir buscar a ela as forças que preciso para sair da cama, para comer, para pelo menos...sobreviver.
Parece-me tão em vão viver, se nunca mais partilharei nada contigo.

Amo-te, paizinho.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Do funeral do meu pai recordo o que todos traziam calçado. Uns o calçado do dia a dia, outros, algo melhor, outros ainda o primeiro par que encontraram em casa.
A minha mãe calçou o par de sapatos que o meu pai mais odiava:
"Deita isso fora! - dizia-lhe - Parece que não tens outros sapatos ou dinheiro para os comprar!"
Detestava-os. E ela levou-os, na derradeira despedida. Fez-me sorrir.Pela sua personalidade irreverente. Porque me lembrei das picardias dos dois. Sempre discutiram muito (quando o meu pai ainda tinha energia para o fazer), mas sempre se mantiveram juntos. Quase 35 anos de casamento. Outros tantos roubados pela doença, os que aí virão.
As minhas botas iam tremulas, inseguras dos passos a dar. Comandadas por pernas bamboleantes e fragilizadas. Não chegaram ao destino, não tiveram forças, simplesmente não conseguiram. Ficaram perto, a albergar os meus pés encolhidos, frios e carentes, mas a cópia perfeita dos dele.
E ali ficaram largos minutos.Até que se sentiram confiantes para dar os derradeiros passos até ao seu encontro. Mas já escondido, já abrigado na sua morada final.
Calcaram a terra, que aos poucos colocavam sobre ele. Permitiram que os meus dedos se encaracolassem, que descomprimissem e que aos poucos em conjunto com o resto dos meus membros, rumasse junto a casa.
O que trouxe do funeral do meu pai? A certeza de que ainda com dificuldade todos os passos que der serão por ti e para ti.

Descansa em paz, paizinho.
A saudade será constante até que a morte nos volte a juntar.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Constatações de Outono

Quando era adolescente era uma optimista. Achava que todos os meus sonhos e desejos se ia tornar realidade e que teria um papel fundamental no mundo, que de alguma forma o iria mudar ou pelo menos marcar.
À medida que fui entrando na idade adulta, com os dissabores e vicissitudes da vida, esse optimismo foi-se aos poucos evaporando. Até que com os golpes mais profundos do meu fado esse optimismo, utopia e idealismo desapareceram de vez. E a menina imparável e sorridente que vivia dentro de mim, fechou-se pessimista, numa arca, durante alguns anos.
Enquanto lá esteve, descobriu imenso, amadureceu, cresceu, valorizou-se e voltou a amar. E tal como em tempos, aos poucos perdeu as suas cores, foi assim que as ganhou de volta. Lentamente, com avanços e recuos, com muito medo com alguns contratempos, mas sempre com muita força de prosseguir.
Hoje, adulta resolvida sou realista. Já não vejo o mundo por aquelas lentes cor de rosa dos 14 anos, mas voltei a acreditar na felicidade, na bondade, na amizade e recentemente no amor.
Ás vezes, naqueles dias mais sombrios, o pessimismo mostra a sua carantonha e eu regresso àquela arca. Mas deixo uma frinchinha aberta, para alguém me poder resgatar de lá. Sim, porque agora o caminho tenebroso, não tem que ser percorrido sozinha: por vezes tenho a ajuda da menina de 14 anos, outras da de 32 e muitas vezes daqueles foram pacientemente tentando abrir a arca, tábua por tábua.
A tranquilidade na vida é um processo pessoal, uma escadaria que se sobe sozinho. Mas quando se chega ao topo, a vista e tudo o que se pode lá encontrar, vale todo o esforço.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Amor é...

Deixar escapar uma lágrima, quando ele nos deseja boa noite, 
pelo telemóvel, na outra ponta do país.
Quando diariamente o diz sussurrando ao nosso ouvido...

sábado, 5 de janeiro de 2013

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fica aqui a minha humilde homenagem

GONE TOO SOON: 
VICTIMS OF THE SANDY HOOK SCHOOL MASSACRE
CHILDREN:
Charlotte Bacon, 6
Daniel Barden, 7
Olivia Engel, 6
Josephine Gay, 7
Ana Marquez-Greene, 6
Dylan Hockley, 6
Madeleine Hsu, 6
Catherine Hubbard, 6
Chase Kowalski, 7
Jesse Lewis, 6
James Mattioli, 6
Grace McDonnell, 7
Emilie Parker, 6
Jack Pinto, 6
Noah Pozner, 6
Caroline Previdi, 6
Jessica Rekos, 6
Avielle Richman, 6
Benjamin Wheeler, 6
Allison N. Wyatt, 6

ADULTS:
Rachel Davino, 29
Dawn Hochsprung, 47
Anne Marie Murphy, 52
Lauren Russeau, 20
Mary Sherlach, 56
Victoria Soto, 27
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e a minha indignação.
Descansem em paz, anjinhos...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Caro leitor "ocasional"

Recebi o seu email, que li e reli.
Confesso que fiquei surpresa por vir apenas com 2 anos e meio de atraso. Tão surpresa que ia cuspindo o meu pequeno-almoço Londrino!
Admiro o gesto, mas tem razão, agora já pouco me importam as razões. Se o email não tivesse vindo fora do prazo, tinha-me poupado muita angústia, agora "é-me igual ao litro"! Até porque andar comigo e com outra ou ter começado a andar com ela um mês depois vai dar ao mesmo!
Mas folgo em saber que depois de uma esposa, um casamento e um filho, passou a achar que "não há ninguém melhor do que eu". Bem, talvez uma ou outra personagem do Farmville. Adiante...
Aproveito ainda para lhe agraceder não ter sido homenzinho para voltar atrás e "dar o braço a torcer", pois pior dos cenários ainda estaríamos juntos e infelizes e o excelentíssimo a mandar emails a ex namoradas.
Ás vezes o que mais nos faz sofrer na vida é o que de melhor nos acontece! Graças a si defini bem o que queria ou não num homem, graças a si sofri por 100 vidas e quero acreditar que a recompensa de todo esse sofrimento foi encontrar o JP. Por isso, obrigada por ter sido um parvalhão (tive que recorrer, embora deteste, ao uso de um eufemismo)!
Deixo-lhe agora uma musiquinha que não podia representar melhor o que sinto!
E acredite, também lhe desejo as melhores felicidades do mundo. E que nunca faça passar a sua esposa, pelo que me fez passar a mim!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um daqueles dias...

Avô no hospital
Mel doente
Namorado a trabalhar
Casa vazia
Sinto-em deprimida e só me apetece comer!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A minha alma hoje está cinzenta...

"Como é que se Esquece Alguém que se Ama? Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.

É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.

Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.

Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
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Nunca pensei que o teu fantasma voltasse á minha vida,
desta forma.
Que grande mentira que foste!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Menos, sim?

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Eu conheço alguém de devia deixar de abusar deste cházinho!
Não lhe fica bem, querida!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Ironias da vida

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Whitney Huston tanto tentou relançar a sua carreira, após os seus anos de vida mais agitados.
E foi preciso morrer, para voltar a entrar nos tops com músicas com décadas de idade...Nem teve de se esforçar a criar novo material!
É triste!
Quando aprenderá o ser humano a valorizar o próximo, enquanto este está vivo?
Depois já não interessa ao menino Jesus. Só uma parte lucra com esse repentino interesse...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Ídolo com pés de barro

Para quem ainda não sabe, Demi Moore foi hospitalizada ontem á noite.
As fontes oficiais declaram tratar-de de exaustão, excesso de trabalho e saúde em geral. Mas hoje surgiram já depoimentos, testemunhando terem visto a actriz com convulsões antes do internamento. E fala-se já em abuso de substâncias (ilícitas ou não ainda não se sabe. E talvez nunca se venha a saber).
Demi Moore foi uma grande influência durante a minha adolescência. Com os seus olhos verdes e aquela voz rouca, transmitia segurança, poder, inteligência e expulsava sensualidade e feminilidade por todos os poros! Foi sem dúvida a actriz sensação dos 80/90. E como eu a adorava e desejava ser como ela!
Agora, já mais velha , posta de lado pela indústria cinematográfica, com as filhas criadas e dois casamentos arruinados, Demi deve sentir-se na decadência. Sofreu sem dúvida, uma grande queda!
Quem a viu á uns anos, radiante e amada com o que aparentava ser um marido perfeito a seu lado e vê-la agora, sozinha, insegura, frágil e abandonada! Com aquele que foi em tempos o seu melhor amigo, a tomar uns copos no Brasil, na borga com as meninas...
Não quer ser moralista, nem julgar ninguém. Mas custa-me sempre ver alguém afundar-se vertiginosamente, pois já segui esse rumo.
Á Demi e a todas as mulheres que neste momento se encontram na mesma situação, quero desde já demonstrar a minha admiração e solidariedade!O que parece o fim do mundo num dia, pode resolver-se no  dia seguinte! Não deixem de lutar e apoiem-se em quem vos ama! Hoje, estando lindas e glamorosas e amanhã, mesmo sem cor e decadentes!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dia de merd@

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À pessoa que ficou com o meu cachecol preferido, esquecido no Primark e não o devolveu: espero que apanhe uma grande urticária!!
Passei a tarde a comprar coisas para os outros e a perder aquilo que é meu! Bolas!
E tem sido uma constante nos últimos meses: perdi dois aneis, um brinco, o cachecol, esqueci-me das botas no ginásio, que felizmente reavi e caiu-me outro anel pelo ralo abaixo. Mas esse já esta da posse da amiguinha M.G.
Já foram á vida umas centenas de euros! E o que mais me aborrece é que tudo o que perdi, foi oferecido por alguém muito importante. E nunca mais terei estas coisas de volta!
Confesso que a minha cabeça de alho chocho não ajuda, mas tanto azar junto?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Porque às vezes temos de deixar de acreditar nas pessoas...

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Tenho duas pessoas no saco das "persona non grata".
Adoro-as do fundo do coração, mas deixo-me manipular e excitar facilmente por elas. O que no fim, só faz com que me magoem facil e intencionalmente.
Por isso, pu-las lá. Quietinhas.
Não penso ir busca-las tão cedo. E espero que não tentem sair de lá.
Talvez num futuro, quando ganharem maturidade suficiente. Ou quando a vida os calcar de tal modo, que se apercebam que maltrataram um das poucas pessoas que acreditava nelas.